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Acompanhamento dos Agricultores Face às Mudanças Climáticas: Um Guia Completo para as Cooperativas Agrícolas

Imagens do artigo sobre o apoio aos agricultores na adaptação às mudanças climáticas
📌 ☑️Este artigo se propõe a examinar em detalhe o plano de apoio aos agricultores, implementado pelo Ministério da Agricultura e da Soberania Alimentar, em colaboração com a ADEME.

Um Guia Completo para as Cooperativas Agrícolas

A mudança climática se tornou uma realidade incontornável para todos os setores econômicos, e a agricultura não é exceção. Na França, o setor agrícola representa cerca de 20% das emissões nacionais de gases de efeito estufa (GEE), uma situação que impõe uma adaptação rápida e eficaz para reduzir essa pegada e se adaptar às novas condições climáticas. Os agricultores estão, portanto, no centro desta transição ecológica, devendo conciliar produção agrícola e imperativos ambientais.

As cooperativas agrícolas, enquanto organizações que reúnem e representam os agricultores, têm um papel determinante a desempenhar nesta transição. Elas não são apenas intermediárias, mas também atores de campo capazes de mobilizar os recursos necessários para acompanhar as explorações agrícolas em sua adaptação às mudanças climáticas. Este artigo se propõe a examinar em detalhe o plano de apoio aos agricultores, implementado pelo Ministério da Agricultura e da Soberania Alimentar, em colaboração com a ADEME. Este plano, detalhado em um documento de ajuda recentemente publicado, é essencial para orientar as cooperativas na implementação de ações concretas e eficazes em seus territórios.

Contexto e Importância do Acompanhamento

Diante da urgência climática, torna-se crucial implementar estratégias que permitam não só reduzir as emissões de GEE do setor agrícola, mas também aumentar a resiliência das explorações face aos impactos climáticos, como secas, inundações e ondas de calor. O documento de apoio elaborado pelas autoridades francesas propõe uma medida estruturada em duas vertentes principais: o acompanhamento individualizado e as abordagens coletivas. Estas duas vertentes são concebidas para serem complementares, oferecendo assim uma cobertura tanto local como territorial para a transição climática.
As cooperativas agrícolas estão particularmente bem posicionadas para coordenar estes esforços, devido à sua capacidade de reunir os agricultores e de promover ações coletivas que podem maximizar a eficácia das intervenções. Além disso, enquanto intermediários privilegiados, podem facilitar o acesso das explorações aos recursos necessários para implementar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Atualização do artigo

Lembramos aos leitores que essa chamada para projetos foi encerrada em setembro de 2024, conforme explicado no final deste artigo.

SUMÁRIO

1. Acompanhamento Individualizado à Ação Climática e Solos

O acompanhamento individualizado constitui a primeira vertente desta estratégia, visando fornecer aos agricultores um apoio sob medida em função das necessidades específicas de suas explorações.

Acompanhamento Simplificado

O acompanhamento simplificado tem como objetivo conscientizar os agricultores sobre as questões das mudanças climáticas, oferecendo-lhes uma primeira avaliação da situação de sua exploração. Este percurso, concebido para ser acessível, pode ser realizado de forma coletiva ou individual, de acordo com as necessidades dos participantes.

Objetivo principal:

O objetivo deste acompanhamento é introduzir os agricultores aos conceitos de mitigação das emissões de GEE, adaptação às mudanças climáticas e saúde dos solos. Estes três temas são cruciais para preparar as explorações agrícolas para os desafios climáticos.

Formato e Duração:

O acompanhamento pode ocorrer sob a forma de workshops coletivos ou sessões individuais, geralmente em um dia inteiro ou dois meio-dias. Essa flexibilidade permite atingir um grande número de agricultores, ao mesmo tempo em que atende às suas disponibilidades.

Conteúdo do acompanhamento:
  • Conscientização: Os consultores começam com uma apresentação dos desafios climáticos específicos do território, enfatizando a importância da saúde dos solos para a resiliência das explorações.
  • Diagnóstico simplificado: Um diagnóstico inicial é realizado para avaliar o estado atual da exploração em termos de emissões de GEE e práticas agrícolas. Este diagnóstico permite identificar as primeiras alavancas de ação.
  • Alavancas de ação: Após o diagnóstico, alavancas de ação personalizadas são propostas aos agricultores, que recebem um documento que sintetiza os resultados e as ações a serem consideradas.

Este percurso simplificado é uma porta de entrada para práticas mais sustentáveis, oferecendo aos agricultores uma primeira visão das melhorias possíveis. Ele é projetado para ser pouco restritivo, tanto em termos de tempo quanto de recursos, ao mesmo tempo em que oferece um acompanhamento de qualidade.

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Acompanhamentos Aprofundados

Para as explorações que desejam ir mais longe, o plano propõe três tipos de acompanhamento aprofundado, cada um visando uma dimensão específica, mas interconectada, da gestão dos solos e do clima.

a) Acompanhamento de Baixo Carbono

Objetivo:

Realizar um diagnóstico detalhado das emissões de GEE e do potencial de armazenamento de carbono da exploração. Isso inclui a construção de um plano de ação de cinco anos para reduzir as emissões e aumentar o armazenamento de carbono.

Processo:

Este módulo requer aproximadamente três dias para o diagnóstico e a preparação do plano de ação, seguidos de dois dias de acompanhamento para garantir a implementação das recomendações. Os consultores trabalham em estreita colaboração com o produtor para ajustar as estratégias ao longo do tempo, garantindo assim uma adaptação contínua às novas restrições climáticas.

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b) Acompanhamento da Adaptação

Objetivo:

Avaliar a vulnerabilidade da exploração face aos riscos climáticos e elaborar um plano de ação para reforçar a sua resiliência a longo prazo.

Processo:

Assim como para o módulo Bas Carbone, este diagnóstico leva cerca de três dias, acompanhado de dois dias de acompanhamento. 

👉 Envolva os agricultores em uma abordagem sustentável com um diagnóstico completo via MyEasyCarbon, a solução certificada no âmbito do método Label Bas Carbone.

c) Acompanhamento da Saúde do Solo e Clima

Objetivo:

Diagnosticar em profundidade a saúde dos solos da exploração, abordando aspectos como a fertilidade, a estrutura, a matéria orgânica e a resiliência face às alterações climáticas.

Processo:

Este módulo inclui análises de laboratório, um diagnóstico completo do estado dos solos e a implementação de um plano de ação de cinco anos. Requer três dias para o diagnóstico e um dia adicional para o acompanhamento. A ênfase é colocada na melhoria contínua das práticas agrícolas, com base em dados precisos e indicadores confiáveis.

Cada um desses módulos é projetado para oferecer um acompanhamento personalizado, com objetivos claros e mensuráveis. Os agricultores se beneficiam de um suporte contínuo, permitindo-lhes acompanhar o progresso realizado e ajustar as práticas de acordo com os resultados obtidos.

Como parte desse tipo de suporte, a solução MyEasySpheres A solução permitirá que você acompanhe todos os seus objetivos e monitore o progresso alcançado usando o painel de controle apropriado.

MyEasySpheres é a plataforma pronta para uso e adaptável para projetos de agricultura regenerativa, resultado da colaboração entre BIOSPHERES e MyEasyFarm.

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2. Abordagens Coletivas para Clima e Solos

Além do acompanhamento individualizado, o documento também propõe abordagens coletivas, destinadas a mobilizar todos os atores de um território ou de uma cadeia em torno de objetivos comuns de transição climática. Essas abordagens são particularmente adequadas para cooperativas, que podem desempenhar um papel de coordenação entre os diferentes parceiros.

 

Diagnóstico Territorial

A primeira etapa de qualquer abordagem coletiva é a realização de um diagnóstico territorial, que permite avaliar os desafios climáticos de um determinado território. Este diagnóstico, que pode ser realizado com o auxílio de ferramentas específicas como o ClimAgri®, visa identificar os pontos fracos e as oportunidades para a transição climática agrícola.

Objetivo:

Fornecer uma visão geral dos impactos climáticos em um território e determinar as ações necessárias para mitigá-los.

Metodologia:

O diagnóstico territorial inclui uma análise das produções agrícolas locais, uma avaliação dos riscos climáticos específicos da região e uma identificação dos meios de adaptação. Os resultados deste diagnóstico servem de base para a elaboração de um plano de ação territorial.

Apoio à Transição para a Ação

Após a realização do diagnóstico territorial, a etapa seguinte consiste em apoiar a passagem à ação dos operadores agrícolas. Essa fase é crucial para garantir que os planos de ação elaborados não permaneçam documentos teóricos, mas se traduzam em ações concretas no campo.

Coordenação e Sinergia:

As cooperativas desempenham um papel central nesta fase, garantindo a coordenação entre as diferentes estruturas que intervêm junto aos agricultores (câmaras de agricultura, centros de gestão, bancos, etc.). Elas garantem que as ações sejam coerentes e complementares, evitando assim redundâncias e antagonismos.

Acompanhamento Individual:

No âmbito das abordagens coletivas, é essencial manter um acompanhamento individualizado dos operadores. Os planos de ação elaborados durante o acompanhamento individual devem ser integrados na estratégia global da abordagem coletiva, proporcionando assim uma visão geral coerente.

Capitalização dos Resultados:

Um dos objetivos das abordagens coletivas é capitalizar os resultados obtidos, compartilhando as boas práticas e divulgando os retornos de experiência. Isso permite melhorar continuamente os métodos utilizados e reforçar a eficácia das intervenções.

Critérios de Seleção de Projetos Coletivos

Os projetos coletivos devem atender a vários critérios para serem selecionados e beneficiarem do apoio da ADEME e do Ministério da Agricultura.

Interesse pelo Território:

Os projetos devem se inscrever em uma lógica territorial, em coerência com as políticas locais e regionais, tais como as COP regionais ou os PCAET.

Ambição Ambiental e Econômica:

Os projetos devem demonstrar sua capacidade de gerar benefícios duradouros, tanto para os agricultores quanto para todo o território. Isso inclui a redução das emissões de GEE, a melhoria da resiliência climática e a preservação da saúde dos solos.

Caráter Colaborativo:

O sucesso das abordagens coletivas reside no envolvimento de diversos parceiros, com uma governança clara e uma distribuição equilibrada de responsabilidades.

Compromisso e Relatórios

As cooperativas agrícolas e outras estruturas selecionadas para conduzir esses projetos devem se comprometer a respeitar as obrigações de coleta de dados e relatórios. Essas obrigações visam garantir um acompanhamento rigoroso das ações implementadas e facilitar a avaliação de sua eficácia.

Coleta de Dados:

As estruturas devem coletar dados precisos sobre as explorações agrícolas participantes no projeto, nomeadamente no que diz respeito aos diagnósticos realizados, às ações implementadas e aos resultados obtidos.

Relatórios Periódicos:

Um relatório trimestral deve ser submetido à ADEME e ao Ministério da Agricultura, detalhando o progresso dos projetos, os desafios encontrados e os ajustes necessários. Este relatório garante total transparência e garante que os objetivos estabelecidos sejam alcançados.

Compartilhamento de Resultados:

As cooperativas são incentivadas a participar de plataformas de compartilhamento de boas práticas e a colaborar com outras estruturas para divulgar os resultados obtidos. Isso contribui para uma melhoria contínua das estratégias de acompanhamento e para um aumento da competência coletiva.

Agricultura de baixo carbono e regenerativa

3. Conclusão

O acompanhamento dos agricultores face à mudança climática representa um desafio importante para as cooperativas agrícolas. Este documento de ajuda oferece um quadro claro e detalhado para estruturar as ações a serem realizadas, sejam elas individuais ou coletivas, a fim de maximizar seu impacto. Ao adotar uma abordagem proativa e colaborativa, as cooperativas podem desempenhar um papel decisivo na transição ecológica do setor agrícola.

As cooperativas não devem apenas compreender esses requisitos mínimos, mas também integrá-los de maneira estratégica em seus projetos, mobilizando todos os recursos à sua disposição para apoiar os agricultores neste período de transição. O sucesso dessas iniciativas reside na capacidade de combinar ação local e visão global, aproveitando a complementaridade dos acompanhamentos individualizados e das abordagens coletivas.

A MyEasyFarm, através do MyEasyCarbon e MyEasySpheres, oferece soluções para todas essas medidas.
Nossas soluções são compatíveis com o GHG Protocol e o SBTi FLAG, além da certificação Label Bas Carbone para a ferramenta MyEasyCarbon.

Atenção, a chamada de projeto está em andamento até 11 de setembro de 2024 às 16h (horário de Paris).

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